quarta-feira, 21 de julho de 2010

São Paulo, 8 de abril de 2006

A Paz do Senhor Jesus Cristo!

Olá, saudações a todos.

Virando mais uma página deste livro chamado "Vida", vamos avançando nesta viagem de retorno para as origens de nossa criação, guiados pela plena convicção da vitória dos valores nobres.

Nesta busca interior de encontrar este portal para esta dimensão espiritual usamos uma luz chamada "Fé".

Apesar de nossa pouca força, caminhamos seguros de que alguém nos observa e protege, pois na desproporção de sabedorias entre nos e o Universo que nos rodeia, temos a consciência de que não será a nossa capacidade de encontrar, mas sim a sua vontade de nos acolher.

Sem essa posição de humildade é impossível adentrar nessa viagem sensitiva, pois nossos preconceitos de formas de comunicação e analises nos impede de aprender pela fé caminhos que o raciocínio lógico não nos pode levar. Por isso nos jogamos com coragem e ousadia para aprender a sentir voz do Criador.

Quando temos a convicção que não sabemos, e sabemos que Ele sabe que não sabemos, descansamos aprendendo a cada dia a ficar mais dependente da pureza de coração para sentir a sua voz, do que a quantidade de informações para entender suas origens.

Neste processo, desocupamos nossas mentes da ansiedade de encontrar a sabedoria e deixamos que na Paz do Senhor a sabedoria nos alcance. Ou seja, nos concentramos em usar a nossa inteligência apenas para fazer aquilo que a Sabedoria que nos criou, nos oriente a operar em cada situação.

Ao desligar nosso ego, parados, podemos observar que existe uma ponte entre o que sentimos e o que pensamos. Há pensamentos que nos alegram, mas às vezes queremos esquecer e não conseguimos por isso a dor é um sentimento indispensável para impulsionar esta travessia da mente para o coração e do coração para Deus.

Enquanto vivemos numa vida tranqüila e estável, contemplamos a vida como "dentistas que nunca sentiram a dor", acumulamos informações através de terceiros, mas não temos a noção verdadeira da importância do Amor de Deus.

Quando enfrentamos situações de desilusões (mortes, enfermidades, separações, etc), na dor, verificamos que: "o dentista não pode curar seu próprio dente", e assim ao encontrar alguém que nos cure e restaure, aprendemos na prática o verdadeiro sentido da palavra "Misericórdia", recebemos a Paz não porque merecemos, mas porque alguém nos amou primeiro.

Quando recebemos este presente chamado "Gratidão", a vida não é mais um exercício de obrigações, mas a satisfação de poder agradecer pelo privilégio de conhecer e sentir a dimensão do poder e bondade do Criador do Universo.

Hoje observamos muitas pessoas estagnadas num labirinto de teorias, psicologias, teologias, etc, mas analfabetas no discernimento emocional. Enxergam a cor dos olhos do seu próximo, mas não sentem a dor da lágrima que oculta, e quando choram não sabem onde buscar o consolo. Assim, cegos e inseguros, tropeçam em devaneios de religiões de auto-ajuda que cauterizam suas mentes se iludindo com uma falsa felicidade.

Observe agora este quadro e medite na sua profundidade: entre uma criança indefesa e um Pai espiritual, onipotente, onisciente, onipresente (Deus), existe um adulto com duas opções de atitudes.

Ou ele despreza esta responsabilidade de ser a ponte de bênçãos, ou ele oferta a sua fraqueza para aprender a ensinar aquilo que o Pai Criador do céu e da terra tem para dar a essa criança.

Nesta posição de ponte anônima, rios de Água Viva fluirão, pois se anulam os atravessadores da fé entre um coração criança e uma sabedoria Universal.

Quando os "adultos" se colocarem na posição de menor diante dessas duas grandezas, "A alegria de Deus ao ver uma criança sorrir", então ele atingiu o "just in time" da vida.

Ate breve, fique com Deus!

Sérgio H.

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